segunda-feira, dezembro 10, 2007

Artigo 2°




Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

(Foto de Maria São Miguel)



domingo, dezembro 09, 2007

Artigo 1°




Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.






segunda-feira, junho 25, 2007

E a pergunta é mesmo esta....



Quem me leva os meus fantasmas?

quarta-feira, junho 20, 2007

Tired of dreaming...

sábado, junho 16, 2007

A frase do dia

Sem escutar as conversas dos outros, por vezes chegam-nos aos ouvidos frases vindas algures da mesa do lado. Talvez por isso eu fale tão baixo, de tal forma que as frases que mais ouço, todos os santos dias, é "hã? fala mais alto! não te ouço!".

Mas não é destas que quero falar.
Mas sim da que ouvi hoje, no meu café matinal de "estou-cheia-de-sono-mas-tenho-mesmo-de-pegar-nos-livros". E apesar do sono, a capacidade auditiva estava apurada o suficiente para recair num debater (ou rebater, como queiram) de ideias de duas mocitas (mais velhas do que eu, mas isso não vem ao caso).

E caiu-me a meio do café a tal frase. "Opá não acredito nisso... A vida é muito real". Não percebi o que era o "(n)isso", até pq nem cheguei a ouvir nada além dessa parte, pelo que também não captei o assunto.

Fixei-me naquela segunda parte. A vida é muito real. Dito agora parece uma frase meio ridícula, óbvia demais. Mas naquela altura fiquei a remoer naquilo. O dia inteiro a (re)pensar aquela frase ou a desdobrá-la noutras.

Até que ponto é para cada um de nós muito real? Até que ponto vai o real? Até que ponto se pode definir a realidade de uma vida? E qual é o revés da realidade? Será o inverso uma irrealidade se o considerarmos como nada?

Enfim...

Não gosto de dias cinzentos.

quarta-feira, junho 13, 2007

Talvez um dia eu chegue a ser borboleta....






quarta-feira, maio 16, 2007

EM BUSCA DO AMOR

O meu Destino disse-me a chorar:
«Pela estrada da Vida vai andando;
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor que hás-de encontrar.»

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando…
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando…

Mesmo a um velho eu perguntei: «Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?»
E o velho estremeceu… olhou… e riu…

Agora pela estrada, já cansados
Voltam todos pra trás, desanimados…
E eu paro a murmurar: «Ninguém o viu!...»

Florbela Espanca

(ou Florista da Esperança, como um dia lhe chamei nos primeiros passos da leitura... Mas lá esperança nunca teve muita)

QUE IMPORTA?...


"Eu era a desdenhosa, a indif’rente,
Nunca sentira em mim o coração
Bater em violências de paixão
Como bate no peito à outra gente.

Agora, olhas-me tu altivamente,
Sem sombra de Desejo ou de emoção,
Enquanto a asa loira da ilusão
Dentro em mim se desdobra a um sol nascente.

Minh’alma, a pedra, transformou-se em fonte;
Como nascida em carinhoso monte
Toda ela é riso, e é frescura, e graça!

Nela refresca a boca um só instante…
Que importa?... Se o cansado viandante
Bebe em todas as fontes… quando passa?..."

Florbela Espanca

terça-feira, maio 15, 2007

Questionar a amizade. O respeito.

As formas de impulso do corpo.

A lucidez. A maturidade.

O antes. O depois.

A coragem. De uma conversa. De assumir. De ter consciência.

As consequências. Nos outros. Também.

Mudar. Para a frente. Para sempre. Deixar. O carrossel. Os carrosséis. E as montanhas russas.

Para a frente é que é caminho. Vou tentar. Só tens a ganhar.

Já não há o que perder.

quarta-feira, abril 25, 2007

É engraçado como a forma de olharmos para o que nos rodeia vai ficando simultaneamente mais medrosa e mais esquecida do que nos faz ter medo.

segunda-feira, abril 23, 2007

Eu confesso...

Hoje saltou uma gotita de água dos meus olhos directamente para o meu indicador.

sexta-feira, março 16, 2007

Descobrir o nada. Ou acreditar no nada, como preferires. Não é tão fácil quanto parece.
Envolve tempo, envolve movimentos de xadrez, manobras complicadas de nova orientação. Envolve voltar a ver, mergulhar no vazio, verter as últimas gotas de orgulho e aí sim, talvez aí sim, se volte a acreditar que o pôr do sol não leva a magia embora.

domingo, fevereiro 18, 2007

sábado, janeiro 13, 2007

Hoje apetece-me escrever... Debitar cá para fora o que me inquieta, o que me fascina, o que me entristece, o que me faz ou faria feliz.

Inquietam-me as telenovelas da vida, a forma pouco inteligente como esta sociedade coloca num pedestal a crueldade com tudo o que nos rodeia. Bom, hoje, é o que menospreza os outros, o que consegue mandar a boca mais certeira, aquela que acerta bem lá no fundo e que deixa o outro virado de pantanas. Bom é o que é duro, o melhor sobrevivente, aquele que buzina mais no trânsito, que diz mais palavrões e estica mais o dedo mais comprido de cada mão.

O que faz rir são os vídeos do YouTube de destruição, de humilhação, de degradação do alheio, seja vida, seja objecto. O enforcamento do Saddam. As piadas sobre os emigrantes, sobre os pretos, sobre os judeus, sobre qualquer divisão de uma universalidade como o ser humano.

Olha-se para as notícias de mais um ataque bombista em Bagdad enquanto se come; a tragédia do Darfur é apenas uma designação que já todos nos habituámos a ouvir, mas que não sabemos explicar, porque havendo tantas tragédias por este mundo fora como iríamos pensar sequer em perceber uma que fosse. Não nos interessa. Onde é o Darfur?

Se alguém se sente mal na rua, corre tudo nessa direcção. Para ver o que acontece. Para contar ao que correr para o mesmo sítio a seguir. Para contar aos outros como mais um acontecimento importante que presenciámos. Forma-se um magote em volta da pessoa, não para ajudar, mas para ver melhor. Para atrapalhar quem de facto está a ajudar.

Discute-se com quem quer que seja pelas merdinhas mais pequeninas. Não importa o motivo da discussão, o objectivo é sair dela com a cabeça levantada ciente de que se berrou mais alto, que se apontou mais o dedo e que se deixou a outra pessoa consciente de que não tem razão. Pede-se desculpa com a leveza com que se pede alguém para lhe passar o sal à mesa.

Entre tantas outras coisas...

E parar um pouco e pensar? Não há tempo. Não há tempo para nada. Dizemos nós. E no entanto desperdiçamo-lo assim. E depois? Depois, vai-se mais depressa a um funeral do que a um casamento. E aí pensamos. Naquele momento. Quem sabe nos momentos a seguir também.

"O essencial é invisível aos olhos". Não é apenas uma frase famosa. Devia ser uma frase que nos lembre que o essencial está ao nosso alcance se soubermos cultivar e preservar o que temos de melhor.
Esperar e não exigir. Esperar e simplesmente estar lá. Para o que der, para o que vier.

Lido parece estúpido. Vivido parece um pouco inquietante. O tempo é escasso, todos os sabemos e cada vez melhor.

Saldo negativo, é o que se conclui.

Mas não chegámos ao limiar. Logo, continua-se. Até que a vida nos dê uma razão suficientemente forte para nos mudarmos.

Se chegar a dar...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Há realmente sítios onde nos vêm os pensamentos mais estúpidos à cabeça. Não são estúpidos, são sinceros, mas desadequados ao momento.
É querer avançar e recuar no tempo em simultâneo. Querer retirar a tristeza aos outros e transportá-la nós mesmos para que possam respirar fundo. Para que possam ser connosco o que são no seu pleno. Para que rir a solto faça parte dos seus dias.
É pensar que, de repente, nos viraram a página sem nos avisarem.

segunda-feira, setembro 11, 2006

sei lá...

Tens razão. As coisas nem sempre são bem assim. Nunca são tão lineares como as descrevemos. Porque não há forma de descrever um turbilhão assim. Não há como chegar a determinado ponto e dizer "agora as coisas vão ser desta maneira".
Quase sempre as coisas saem da forma oposta ao que desenhámos mentalmente. Vem depois a nostalgia, a tristeza, a incerteza. O olhar para longe com uma lágrima no canto do olho. As perguntas. Por que é que tinha de ser assim? Algum dia irá ser diferente? E se sim, por que não já? E se não, por que razão cá dentro se grita um sim desesperado?
As coisas não são bem como tu pensas, como tu as vês. Também não são bem como eu as penso, como eu as vejo. As coisas são como são. E neste momento... são tristes, digo eu.

domingo, julho 02, 2006

Eu gostava de poder dizer tudo, de, de repente, abrir a goela e soltar aquele grito avassalador que guardei cá dentro. De não ter de explicar nada, porque realmente nunca o faço.

sexta-feira, maio 26, 2006

Eras tu e era eu. Sentados, em lugares opostos, trocávamos carinho com o olhar. Aquela sensação de ternura quente por dentro. Até alguém corar, até a intensidade ser tanta que temos de soltar o olhar.
Eras tu e era eu. Numa varanda qualquer a olhar o infinito, a fumar um cigarro e a falar sobre tudo e sobre nada, a estar em silêncio sem o sentir perturbador. Em que nada era tão racional como hoje, em que a amizade permitia a intimidade inocente e leve de quem se conhece bem e apenas isso.
Eras tu e era eu. Num café, a brincar com os guardanapos, a fazer bolinhas e a atirar ao outro, a rir, a falar sobre “como as coisas são hoje em dia”, sobre o futuro imaginado e refutado.
Eras tu e era eu. A perguntar como seria o amanhã depois de um beijo. A questionar o que seria de nós, que sentimentos nos percorriam, o que seríamos nós. E a deixar tudo andar. Sem impor limites, regras ou conversas. A esperar que o tempo avançasse sem restrições para um dia podermos dizer:

Eras tu e era eu. Nunca fomos nós.

quinta-feira, maio 25, 2006

"Não te percebo"

Seria a frase que te diria. Seria a frase que me dirias. Falta o "se". Se falássemos. Não falamos? Sobre o que realmente importa. O que é isso? O essencial. Continuo na mesma. Pensa. Não tenho feito outra coisa. E então? Então o quê? Chegaste a alguma conclusão? Não te percebo.